Calculadora de Saque-Aniversário do FGTS

Informe o saldo do FGTS e veja quanto você pode sacar no saque-aniversário, pela alíquota e pela parcela adicional da faixa do seu saldo. Com o salário, a conta soma os depósitos que ainda entram até o mês do aniversário.

Some o saldo de todas as contas, inclusive de empregos anteriores.

Soma os depósitos de 8% que entram até o saque.

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O valor do saque-aniversário é uma porcentagem do saldo do FGTS mais uma parcela adicional, as duas definidas pela faixa em que o saldo cai. Com R$ 3.000,00 na conta, você saca R$ 1.050,00: 30% de R$ 3.000,00 dão R$ 900,00, mais a parcela adicional de R$ 150,00. Os outros R$ 1.950,00 continuam na conta. Quem tem até R$ 500,00 saca 50% do saldo; acima de R$ 20.000,00, saca 5% mais R$ 2.900,00. A tabela está no Anexo da Lei 8.036/1990, aplicado pelo artigo 20-D.

Tabela do saque-aniversário: alíquota e parcela adicional

O valor do saque-aniversário não é uma porcentagem fixa do saldo. O artigo 20-D da Lei 8.036/1990, incluído pela Lei 13.932/2019, manda fazer a conta em dois passos: aplicar a alíquota da faixa à soma de todos os saldos das suas contas do FGTS e, depois, somar a parcela adicional da mesma faixa. As faixas estão no Anexo da lei:

Saldo no FGTS Alíquota Parcela adicional
Até R$ 500,00 50% —
De R$ 500,01 até R$ 1.000,00 40% R$ 50,00
De R$ 1.000,01 até R$ 5.000,00 30% R$ 150,00
De R$ 5.000,01 até R$ 10.000,00 20% R$ 650,00
De R$ 10.000,01 até R$ 15.000,00 15% R$ 1.150,00
De R$ 15.000,01 até R$ 20.000,00 10% R$ 1.900,00
Acima de R$ 20.000,00 5% R$ 2.900,00

valor do saque = saldo × alíquota da faixa + parcela adicional

A alíquota cai conforme o saldo sobe: quem tem pouco dinheiro na conta saca uma fatia maior dele, quem tem muito saca uma fatia menor. A parcela adicional existe para a conta não dar salto na troca de faixa. Na fronteira, as duas faixas dão o mesmo valor: com R$ 5.000,00, a faixa de 30% dá R$ 5.000,00 × 30% + R$ 150,00 = R$ 1.650,00, e a de 20% daria R$ 5.000,00 × 20% + R$ 650,00, os mesmos R$ 1.650,00. Por isso ter um real a mais na conta nunca faz você sacar menos.

A parcela também explica por que a porcentagem que você leva de fato é maior que a alíquota da tabela. Com R$ 3.000,00, a alíquota é 30%, mas o saque de R$ 1.050,00 equivale a 35% do saldo. Com R$ 30.000,00, a alíquota é 5%, e o saque de R$ 4.400,00 equivale a 14,7%.

Quanto posso sacar: exemplos com saldos comuns

A tabela abaixo aplica a mesma conta da calculadora aos saldos mais comuns. Ache o valor mais perto do seu saldo, ou use a calculadora para o valor exato.

Saldo no FGTS Valor do saque Fica na conta Parte do saldo
R$ 500,00 R$ 250,00 R$ 250,00 50%
R$ 1.000,00 R$ 450,00 R$ 550,00 45%
R$ 2.000,00 R$ 750,00 R$ 1.250,00 37,5%
R$ 3.000,00 R$ 1.050,00 R$ 1.950,00 35%
R$ 5.000,00 R$ 1.650,00 R$ 3.350,00 33%
R$ 8.000,00 R$ 2.250,00 R$ 5.750,00 28,1%
R$ 10.000,00 R$ 2.650,00 R$ 7.350,00 26,5%
R$ 15.000,00 R$ 3.400,00 R$ 11.600,00 22,7%
R$ 20.000,00 R$ 3.900,00 R$ 16.100,00 19,5%
R$ 30.000,00 R$ 4.400,00 R$ 25.600,00 14,7%
R$ 50.000,00 R$ 5.400,00 R$ 44.600,00 10,8%

Dois exemplos resolvidos. Com R$ 3.000,00 na conta, o saldo está na faixa de R$ 1.000,01 a R$ 5.000,00: R$ 3.000,00 × 30% = R$ 900,00, mais a parcela de R$ 150,00, dá R$ 1.050,00 de saque, e R$ 1.950,00 continuam na conta. Com R$ 8.000,00, a faixa é a de R$ 5.000,01 a R$ 10.000,00: R$ 8.000,00 × 20% = R$ 1.600,00, mais R$ 650,00, dá R$ 2.250,00, e ficam R$ 5.750,00.

O que fica na conta continua rendendo e entra no cálculo do ano seguinte, junto com os depósitos novos. Quem não tem mais depósitos entrando vê o saque encolher a cada ano, porque o saldo diminui. Quanto o seu empregador deposita todo mês é 8% do salário, que você confere ao lado dos descontos da folha na calculadora de salário líquido.

Como usar a calculadora

Saldo no FGTS hoje: o valor que está nas suas contas, que você vê no aplicativo do FGTS. Some o saldo de todas elas, inclusive as de empregos anteriores, porque a lei aplica a tabela à soma de todos os saldos (art. 20-D, I). Para saber quanto saca com o saldo que tem, basta este campo e o mês.

Mês de aniversário: define quando sai o próximo saque. Se o seu aniversário já passou este ano, a conta considera o mês do ano que vem.

Salário bruto (opcional): serve para projetar o saldo que você terá no mês do saque, e não só o de hoje. O empregador deposita 8% da remuneração do mês anterior até o dia 20 de cada mês (art. 15 da Lei 8.036/1990), e o saque é calculado sobre o saldo da data do débito, no mês do aniversário. A calculadora soma os depósitos que vencem antes do mês do saque. Se o seu aniversário é neste mês, nenhum depósito é somado.

O resultado mostra o mês do próximo saque, o saldo nessa data, quanto você saca, quanto fica na conta e a faixa da tabela usada na conta. É uma estimativa: correção do saldo, distribuição de lucro e o depósito sobre o 13º salário, que você estima na calculadora de 13º salário, podem mudar o valor final.

Quando o dinheiro é liberado e até quando dá para sacar

O saque-aniversário é anual e acontece no mês do seu aniversário (art. 20, XX, da Lei 8.036/1990). O valor é calculado sobre o saldo da data do débito, e você tem até o último dia útil do segundo mês seguinte para sacar (art. 20, § 24). Quem faz aniversário em março, por exemplo, pode sacar de março até o último dia útil de maio.

Quem tem mais de uma conta não recebe um saque por conta: a tabela é aplicada uma vez, sobre a soma, e o dinheiro sai primeiro das contas de contratos encerrados, começando pela de menor saldo, e depois das demais (art. 20-D, § 1º).

Se você ainda não aderiu, a primeira adesão vale na hora (art. 20-C). A troca de sistemática é que tem carência, como explica a próxima seção.

O que você perde ao aderir ao saque-aniversário?

Essa é a parte que costuma pegar o trabalhador de surpresa, e vale entender antes de aderir.

Ao optar pelo saque-aniversário, você abre mão do saque-rescisão. Se for demitido sem justa causa, receberá apenas a multa de 40% paga pelo empregador. Todo o saldo da conta continua retido e só vai sendo liberado nas parcelas anuais, no mês do seu aniversário, mesmo que você esteja desempregado, ou nas outras hipóteses da lei, como aposentadoria, doença grave e compra da casa própria.

Dá para voltar atrás, mas não é imediato: o cancelamento precisa ser solicitado e só passa a valer no primeiro dia do 25º mês seguinte ao pedido (art. 20-C, § 1º, I). Na prática, são mais de dois anos de carência até recuperar o direito de sacar tudo em caso de demissão.

Por isso, a escolha depende do seu momento. Para quem tem estabilidade no emprego e quer uma renda extra anual, o saque-aniversário faz sentido. Para quem enxerga risco de demissão no horizonte, o saldo parado costuma valer mais como proteção.

Como consultar o saldo do FGTS?

Antes de usar a calculadora você precisa saber quanto tem na conta, e existem três caminhos para isso.

O mais prático é o aplicativo do FGTS, disponível para Android e iPhone. Depois do cadastro com CPF e senha, ele mostra o saldo, o histórico de depósitos de cada empregador e permite pedir os saques disponíveis.

Pelo computador, dá para consultar no site da Caixa Econômica Federal, na área do FGTS, entrando com CPF e senha.

Se preferir o telefone, o número da Caixa para o FGTS é o 0800 726 0207, do Atendimento CAIXA Cidadão, que também cuida do PIS e dos benefícios sociais.

Fonte: página de atendimento da Caixa, conferida em 20/10/2026.

O que é FGTS?

O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) é uma reserva financeira criada em 1966 para proteger o trabalhador em situações como a demissão sem justa causa. Ele é gerido pela Caixa Econômica Federal.

A cada mês, o empregador deposita 8% do salário do trabalhador em uma conta FGTS no nome dele. Esse dinheiro sai do bolso da empresa, não é descontado do salário, e fica guardado até que aconteça alguma das situações previstas em lei para o saque.

Um ponto que gera muita confusão: quem pede demissão não pode sacar o FGTS. A saída voluntária não está na lista de hipóteses de saque da Lei nº 8.036/90. Nesse caso, o saldo continua rendendo na conta e só fica disponível por outro caminho, como a compra de um imóvel, a aposentadoria ou depois de três anos seguidos fora do regime do FGTS, sem emprego com carteira assinada nem outro vínculo coberto pelo FGTS (art. 20, VIII). A exceção é a rescisão por acordo entre as partes (art. 484-A da CLT), que libera 80% do saldo para quem está no saque-rescisão. Quanto cada tipo de desligamento paga de multa do FGTS, junto com as outras verbas, você vê na calculadora de rescisão trabalhista.

Os principais casos que liberam o saque são a demissão sem justa causa, o fim de contrato por prazo determinado, a aposentadoria, a compra da casa própria, doenças graves, calamidade pública e a adesão ao saque-aniversário, que é a modalidade calculada nesta página.

Para quem aderiu ao saque-aniversário, a demissão sem justa causa, o acordo e o fim do contrato por prazo determinado não liberam o saldo (art. 20-A, § 2º, II). Na demissão sem justa causa, só a multa rescisória pode ser sacada (art. 20-D, § 7º).

Fonte: arts. 20, 20-A e 20-D da Lei nº 8.036/1990 no Planalto, conferido em 20/10/2026.

Como é feito o depósito mensal do FGTS?

O depósito mensal do FGTS é obrigação do empregador, no valor de 8% do salário do trabalhador, e tem vencimento até o dia 20 de cada mês.

Desde março de 2024, esse recolhimento passou a ser feito pelo FGTS Digital, que substituiu o sistema antigo de guias (GRF/SEFIP) pago em agência. Hoje o fluxo é outro: a empresa envia as informações da folha pelo eSocial, o FGTS Digital gera a guia a partir desses dados e o pagamento é feito por Pix, com QR Code ou chave copia e cola.

A mudança também deu mais visibilidade ao trabalhador, que consegue acompanhar pelo aplicativo do FGTS se os depósitos estão sendo feitos em dia.

Se a empresa atrasar ou deixar de recolher, ela responde por multa e encargos, e o trabalhador pode denunciar a irregularidade à Auditoria-Fiscal do Trabalho. Esses encargos são cobrados do empregador: nada disso é descontado do saldo do trabalhador.

É possível usar o FGTS para quitar dívidas?

Sim, é possível usar o dinheiro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas, mas existem algumas restrições e condições que devem ser levadas em conta.

O FGTS não pode ser sacado para pagar qualquer dívida. Ele só sai da conta nas hipóteses previstas em lei, e algumas delas acabam servindo para quitar compromissos:

Financiamento imobiliário: o saldo pode ser usado na compra do imóvel próprio, na amortização ou na quitação do financiamento, e até no pagamento de parte das prestações.

Saque-aniversário: quem adere pode sacar uma parte do saldo todo ano, no mês do aniversário, e usar o dinheiro livremente.

Casos especiais: doenças graves como câncer e HIV, calamidade pública reconhecida oficialmente e idade a partir de 70 anos também liberam o saque.

Vale desfazer um mal-entendido comum: o trabalhador não paga multa nem juros para sacar o FGTS em nenhuma dessas situações. O dinheiro é dele e sai integral. Os juros aparecem em outro produto, a antecipação do saque-aniversário, em que um banco adianta as parcelas futuras. Isso não é saque, é empréstimo, e por isso tem juros e o saldo fica bloqueado como garantia.

O FGTS é uma obrigação somente para empregadores ou também para autônomos?

O FGTS é uma obrigação dos empregadores, não dos trabalhadores autônomos. A empresa deposita 8% do salário em uma conta no nome do empregado todo mês, independentemente da vontade dele, como forma de protegê-lo em situações como a demissão sem justa causa.

Autônomos e profissionais com renda própria não têm esse direito, porque não possuem vínculo empregatício. Nesse caso, a alternativa é montar a própria reserva, por conta ou por meio de previdência privada.

É importante lembrar que existem outras formas de proteção e garantia para autônomos, como seguro de vida, previdência privada, entre outros. Cada trabalhador deve avaliar sua necessidade e escolher o melhor caminho para sua situação financeira. E é recomendado consultar um especialista para saber mais sobre as opções disponíveis e como elas podem beneficiá-los.

Existe algum limite máximo para o saldo de uma conta FGTS?

Não existe um limite máximo estabelecido para o saldo de uma conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O saldo da conta pode continuar aumentando a cada mês com o depósito mensal de 8% do salário do trabalhador, e ele pode continuar acumulando esses valores ao longo dos anos.

O que existe são regras sobre quando o dinheiro pode ser retirado, e não sobre quanto pode ser acumulado. O saldo ainda rende 3% ao ano mais TR, com a distribuição do lucro do fundo creditada nas contas todo ano. Não há multa nem juros sobre o saque: essas cobranças não existem para o trabalhador em nenhuma das hipóteses legais.

Perguntas frequentes

Tenho 3 mil de FGTS, quanto posso sacar no saque-aniversário?

R$ 1.050,00. O saldo de R$ 3.000,00 cai na faixa de R$ 1.000,01 a R$ 5.000,00, que tem alíquota de 30% e parcela adicional de R$ 150,00: R$ 3.000,00 × 30% = R$ 900,00, mais R$ 150,00, dá R$ 1.050,00. Ficam R$ 1.950,00 na conta para os próximos anos. Se até o mês do aniversário entrarem novos depósitos, o saldo sobe e o saque também.

Como calcular o valor do saque-aniversário?

Some o saldo de todas as suas contas do FGTS, ache a faixa desse saldo na tabela, multiplique o saldo pela alíquota da faixa e some a parcela adicional. É o que manda o artigo 20-D da Lei 8.036/1990. Com R$ 10.000,00, por exemplo: R$ 10.000,00 × 20% = R$ 2.000,00, mais R$ 650,00, dá R$ 2.650,00.

Qual a porcentagem do saque-aniversário?

Vai de 50%, para saldos de até R$ 500,00, a 5%, para saldos acima de R$ 20.000,00, sempre com a parcela adicional da faixa somada depois. Por causa da parcela, a porcentagem que você leva de fato é maior que a alíquota: com R$ 3.000,00, o saque de R$ 1.050,00 equivale a 35% do saldo; com R$ 30.000,00, o saque de R$ 4.400,00 equivale a 14,7%.

O saque-aniversário usa o saldo de todas as contas do FGTS?

Sim. A alíquota é aplicada à soma de todos os saldos das contas do titular, ativas e de empregos anteriores, apurados na data do débito (art. 20-D, I). Quem tem mais de uma conta não faz uma conta por empregador: soma tudo e aplica a tabela uma vez. O dinheiro sai primeiro das contas de contratos encerrados, começando pela de menor saldo, e depois das demais (art. 20-D, § 1º).

Até quando posso sacar o saque-aniversário?

O direito ao saque nasce no mês do seu aniversário, e o valor pode ser sacado até o último dia útil do segundo mês seguinte (art. 20, § 24, da Lei 8.036/1990). Quem faz aniversário em março, por exemplo, tem até o último dia útil de maio.

Quem está no saque-aniversário recebe o saldo se for demitido?

Não. Para quem aderiu ao saque-aniversário, a demissão sem justa causa, o acordo e o fim do contrato por prazo determinado não liberam o saldo (art. 20-A, § 2º, II). Na demissão sem justa causa, só a multa rescisória pode ser sacada (art. 20-D, § 7º); o saldo continua saindo uma vez por ano, no mês do aniversário.

Como voltar para o saque-rescisão?

Pedindo a mudança à Caixa. A primeira adesão ao saque-aniversário vale na hora, mas a volta para o saque-rescisão só passa a valer no primeiro dia do 25º mês depois do pedido (art. 20-C, § 1º, I), e não acontece se os saques futuros estiverem cedidos a um banco na antecipação. Dá para cancelar o pedido antes disso, e um novo pedido recomeça a contagem.

A tabela do saque-aniversário muda todo ano?

Não muda sozinha. As faixas, as alíquotas e as parcelas adicionais estão no Anexo da Lei 8.036/1990, incluído pela Lei 13.932/2019. O Poder Executivo pode alterá-las até 30 de junho de cada ano, para valer a partir de 1º de janeiro do ano seguinte, respeitada a alíquota mínima de 5% (art. 20-D, § 2º). A tabela desta página foi conferida no Planalto em 24/10/2026.

Fontes

Lei 8.036/1990 e Anexo conferidos no Planalto em 24/10/2026. A calculadora dá uma estimativa pelas regras da lei; o valor exato é o que aparece no aplicativo do FGTS no mês do saque.